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Como promover a inclusão na sala de aula?

Você sabe como promover a inclusão na sala de aula? Descubra como lidar com esse desafios.

É assegurado a todos o direito à educação, independente das suas diferenças individuais ou quaisquer limitações. Empatia e respeito devem caminhar lado a lado com técnicas eficazes, capazes de transformar o clima da sala em um ambiente de respeito e inclusão.

Se a educação inclusiva é um desafio no ensino da língua materna, quando o conteúdo é em uma língua diferente, como o inglês, o professor precisa dedicar um esforço maior para atrair e reter a atenção desses alunos e atingir os objetivos planejados para a aula.

Você sabe como promover a inclusão na sala de aula? Nosso post de hoje é para ajudar a professores e pedagogos que lidam diariamente com esse desafio, especialmente na educação bilíngue.

Uma necessidade que virou lei

Desde 1999, por lei, todas as instituições de ensino são obrigadas a aceitar matrículas de pessoas com deficiência. Desde então, o número de crianças presentes nas escolas saltou para níveis surpreendentes. Antes da lei, menos de 100 mil alunos nessa categoria estavam matriculados. Atualmente este número ultrapassa 800 mil, somente na educação básica.

Para Nathália Menezes, professora do colégio Cermac, um dos parceiros da Simple na cidade de São Paulo, esse aumento de matrículas de pessoas com deficiência é muito importante para a socialização dessas crianças na escola. Nathália conta que devido ao aumento desses números, ela já teve três alunos autistas na mesma turma.

Essa pluralidade de pessoas dentro das salas tende a ser cada vez mais comum, até porque, mesmo que o aluno não tenha deficiência física ou qualquer outra, a sua personalidade, o seu ritmo e sua cognição é diferente do seu colega e essas diferenças exigem resiliência de todos na instituição.

É preciso aprender, antes de fazer

Antes de qualquer estratégia, é preciso aprender e entender qual é a deficiência do aluno. Só assim é possível pensar em caminhos para envolvê-lo com o conteúdo das aulas e com a turma. Quando o professor entende que as limitações não são barreiras fixas, ele consegue ir além de um ensino padronizado, buscando alternativas que consigam explorar todo o potencial da classe.

O desafio de lidar com pessoas com outros objetivos pode trazer ansiedade e dúvidas, e isso é comum para quem não está habituado a essa dinâmica. Porém, nada disso impossibilita um bom trabalho em sala. Para despreparo ou insegurança há preparação e aprendizado.

É importante que o profissional busque informações sobre o assunto e estude o comportamento, necessidade e a visão desses alunos. O conhecimento é sempre a melhor maneira de se preparar. Veja algumas sugestões que daremos abaixo:

1 converse com os pais

Não há ninguém melhor que os pais para orientar a quem cuidará da educação dos seus filhos. Eles poderão explicar como ele se comporta, quais são as suas ansiedades e a melhor maneira de lidar com diversas situações cotidianas.

Procure uma aproximação com eles, colocando-se na posição de alguém que quer conhecer o aluno para ajudá-lo na melhor maneira de avançar nos estudos. Com carinho e cuidado é possível tornar o pai um grande parceiro nessa trilha.

Mas aqui vale um conselho importante: nem todos os pais estão preparados para a educação correta dos seus filhos. Muitas vezes, por falta de informação, eles mesmos podem cometer erros, sendo rigorosos demais ou subestimando a capacidade de aprendizado da criança. Tenha parcimônia e seja crítico nessa conversa.

“Para um professor que está começando, eu diria que ele deve primeiramente buscar o máximo de informações acerca dos seus alunos com deficiência, e, então, traçar metas de trabalho com este indivíduo, questionando: o que esses alunos conseguem fazer? Quais são suas habilidades? Quais são os desafios e objetivos a serem alcançados?  O que eles conseguiram superar hoje? E, acima de tudo, confiar e acreditar que ele é tão capaz quanto os demais”, orienta Nathália.

2 Pesquise sobre a deficiência em questão

A internet é um mundo de informação à disposição de todos. Um recurso de fácil acesso que deve ser explorado para entender mais sobre a deficiência. Use-a a seu favor, para elevar seu nível de sensibilidade com essas pessoas.

Além de artigos, estudos e matérias, procure as organizações que cuidam dessas pessoas. Entre em contato com elas e tire todas as suas dúvidas e peça apoio em tudo o que precisar. O próprio governo tem uma secretaria dedicada a isso com informações úteis e gratuitas à disposição. Basta acessar.

3 Busque apoio de outros professores experientes

É bem provável que na sua própria escola tenha outros profissionais com experiência em lecionar para alunos com deficiência. Eles poderão te ajudar nessa jornada, orientando e aconselhando.

O compartilhamento de erros e acertos é sempre bem-vindo para o nosso crescimento e isso jamais deve ser ignorado. Na dúvida, busque apoio de quem já passou o que você está passando.

Nesse caso, vale a nossa primeira orientação: cautela e filtro para saber o que deve ser aproveitado e descartado quando consideramos a orientação alheia. Ouça e depois filtre tudo, sempre com um olhar crítico.

Se prepare, se informe e faça

Sabemos que é possível oferecer uma educação de maneira linear, mesmo que na sala tenham alunos com particularidades diferentes. A diferença está na preparação do professor para tal tarefa. O que não pode deixar é de fazer. O planejamento das aulas deve ser pensado para a produtividade de todos. Se há uma limitação física de um aluno, pense em alternativa para que ele participe junto aos outros.

Ele não precisa exercer, exatamente, a mesma função dos outros, mas é importante que ele participe junto e se sinta envolvido. A equipe de desenvolvimento da Simple Education, envia guias orientativos para ajudar aos professores na elaboração das aulas de inglês. Se você tem esse recurso, use. Se não, use a sua criatividade para elaborar um planejamento visando a inclusão.

O professor não pode viver em um processo eterno de aprendizado e busca por conhecimento e se esquecer de agir. Muitos esperam vir os recursos e preparo e deixam os projetos na gaveta. Não faz sentido ter boas ideias se elas não são colocadas em execução. Às vezes é melhor fazer e ajustar no caminho.

Pense bem antes de separar uma sala para esses alunos

Embora precisem de recursos específicos, como os de acessibilidade e de comunicação, as pessoas com deficiência não são diferentes dos outros. Algumas instituições, movidas pela ânsia de ajudar, separam esses alunos em salas consideradas “mais adequadas” para seus estudos.

Essa decisão deve ser tomada com muito cuidado e em um consenso coletivo. Grande parte dos colégios optam por manterem os alunos na mesma sala e isso é claramente possível. Nós concordamos neste ponto, uma vez que o convívio em sociedade não tem essa separação.

Nossa orientação é sempre pensar nesses alunos em toda a sua trajetória de vida. Eles conviverão no dia a dia com pessoas de todas as formas: na rua, no lazer, no trabalho etc. A escola é um step de preparação para isso, ensinando-os os limites e orientando-os para a boa convivência com todos.

Se faltam recursos para o aproveitamento desses alunos em sala de aula, é preciso providenciá-los. Separar as turmas, tendo como referência a deficiência, não pode ser desculpa para justificar outras necessidades da instituição.

Envolva a turma toda em um propósito

Os alunos com deficiência estão sujeitos a se sentirem desamparados pelos outros, caso o relacionamento entre os demais tenha qualquer barreira de preconceito. É importante envolver a turma em todas as oportunidades, incentivando-a a incluir essas pessoas e tratá-las como as demais.

Uma boa estratégia é fazer com que os alunos se tornem guardiões de todos, lutando por uma causa única. Uma grande aventura que ajudará na construção de um ambiente amigável para todos. Um por todos, todos por um.

Para isso, separamos algumas dicas para serem aplicadas em sala de aula

1 – Trate todos como iguais

Pode soar um pouco óbvio demais, mas nem sempre essa regra é aplicada de maneira clara dentro das salas de aula. Cobre a todos pelas suas responsabilidades, independentes se é um aluno com deficiência ou não.

Se você trata um aluno com deficiência de maneira diferente, todos os outros se sentirão no direito de fazer isso.  Caso ele precise de uma admoestação, faça isso. Na necessidade de cobrar alguma responsabilidade, cobre! Dessa forma ele aprenderá os seus limites e a turma verá que todos são iguais.

2 – Ensine a turma sobre a deficiência do colega

Tocar nesse assunto pode gerar desconforto, mas é essencial para que os demais alunos da turma saibam como lidar com o seu colega. Tudo deve ser feito de maneira educativa e pedagógica, para que essa conversa não gere constrangimento e tome o caminho inverso.

Aproveite alguma atividade em grupo, onde todos falam de si mesmo, suas expectativas e sonhos. Aos poucos você pode descrever o aluno ou deixar que ele faça isso. Evite que isso se torne constrangedor para eles.

3 – Deixe o aluno com deficiência se sentir importante e especial

Uma excelente maneira é envolver esse aluno com atividades importantes, valorizando suas competências. A professora Nathália conta que tinha um aluno com síndrome de Down e seu desafio era envolvê-lo com as aulas de inglês, pois ele sempre saía das salas durante as aulas.

“Coloquei ele para ser meu ajudante nas aulas, incentivei-o a dançar as músicas em inglês e incluía-o em todos os jogos e dinâmicas de sala. Sendo assim, ele passou a permanecer na aula e, com este objetivo alcançado passamos para um próximo que seria dizer algumas palavras em inglês”.

Quando eles se sentem úteis e valorizados o sentimento de pertencimento se aflora e os resultados melhoram. Como a Nathália citou, coloque objetivos e vá avançando conforme a evolução do aluno.

Conheça os limitações individuais

Cada aluno possui suas necessidades e têm objetivos distintos dentro da busca pelo aprendizado do novo idioma. Junto com isso, precisamos conhecer e saber lidar com as limitações.

“Acredito que o maior desafio para estes alunos é justamente entender que estou falando uma outra língua e que a maneira de se comunicar é diferente. “Virar esta chave” geralmente leva um tempo”, destaca Nathália.

Se você lida com pessoas com deficiências diferentes, procure entender uma a uma e tratá-los como deve ser. Não há uma fórmula mágica para ensinar todos de uma maneira única.

Use recursos pedagógicos para despertar interesse

Ensinar inglês é desafiador, uma vez que estamos trabalhando uma linguagem diferente do dia a dia do aluno. Por isso é preciso usar todos os recursos possíveis para conquistá-lo e despertar o seu interesse.

Jogos, livros interessantes, recursos tecnológicos são estratégias que podem facilitar o dinamismo das aulas e melhorar o envolvimento da turma. A ludicidade, aliada a um conteúdo forte e assertivo são ingredientes essenciais para que os resultados em sala de aula sejam os melhores possíveis.

Aqui na Simple, a gente adaptou alguns dos nossos livros para o Braile, para atendermos alunos dos nossos colégios parceiros. Entendemos que essa adaptação é essencial para tornar o processo de aprendizagem mais fluido. Além disso, outros recursos tecnológicos audiovisuais são ferramentas constantes em nossos programas de ensino de inglês.

Este texto contou com a colaboração da professora Nathália Menezes, para a qual deixamos o nosso agradecimento.

Se você quiser conhecer nossas soluções no ensino de inglês para a sua escola, basta entrar em contato conosco e agendar uma visita.

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